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quarta-feira, 18 de março de 2026

QUANDO NÃO NOS ACEITAM COMO SOMOS. O QUE FAZER?

 Olá


Demoro a escrever neste blog, não por falta de assuntos para partilhar, mas por manifesta falta de tempo.

Às vezes preguiça, admito!

Mas hoje em particular aconteceu algo que me fez querer desabafar e partilhar, talvez alguém mais se identifique e se reveja nestas situações.

Nunca senstiste que eras um carro em contra-mão e que afinal os outros é que estavam todos certos?

Mas quando tentas fazer inversão de marcha, afinal, não te dás bem na direcção em que vais?

Se sim continua a ler, acho que este desabafo te vai dar jeito para algumas atitudes que terás que ter ou tomar, desde que não contrariem completamente a tua alma. Em jeito de discurso politicamente correcto chamamos à coisa: Cedências!


Que somos animais sociais todas sabemos, que gostamos do grupo, da tribo, do sentido de pertença também.

Até aquelas ou aqueles que se dizem gostar do seu mundo, da sua solidão, do seu isolamente, estão em fuga duma realidade qualquer.

O ser humano, ou o que resta dele, na sua essência, é um animal social, tribal e precisa da sua alcataia para se identificar e partilhar.

E, duma forma ou de outra, temos um grupo de amigas, de amigos, os colegas do Ioga, do Tai chi, ou de outro Chi qualquer com o qual nos identificamos, marcamos jantares e sociabilizamos.

Até aqui a coisa vai rolando. Tudo o que meta copos, comer e beber, conversar, fluir, rir, brincar, dançar descontraidamente tudo bem. É mais um convívio que se faz de vez em quando.

Tudo se complica quando o grupo que até então era só para umas degustações de repente se transforma num clube de leitura, num grupo de meditação guiada, numa instituição de auto-desevolvimento, ou até numa equipa desportiva em que o comprOmisso dos jogos e dos resultados dependem de cada um e de todos em geral.

Tudo o que referi acima foram meros exemplos, os grupos e as tribos extendem-se por uma infinidade de assuntos e interesses comuns.




Há uns 10 anos atrás iniciei a minha integração num grupo de seres humanos com objectivos historico-filosóficos e espirituais interessante que, no limite, pensei eu, me iria enriquecer profundamente sob o ponto de vista não só evidentemente espiritual, como inclusivamente a nível duma cultura geral que me entusiasmava.

Abandonei ao fim de 5 anos, porque cheguei à conclusão que se a coisa fosse para não questionar estava tudo certo, quando se levantava uma ou outra questão, aí já se estava a ser incómoda.

A paciência era pouca, a disponibilidade começou a diminuir e o Universo na sua imensa mas implacável sabedoria, colocou-nos a todos em casa durante uns meses

Alguns, como eu, concluiram que até estavam muito bem e que o ruído à volta era pura entropia, e como tal, terminado o momento de confinamente, veio o momento de tomada de decisões: bati com a porta e fui viver a minha cultura geral e a minha espiritualidade de outra forma e beber de outras fontes.

O ano 2025 foi um tanto o quanto cruel comigo no que diz respeito a mortes. Duas amigas, várias pessoas conhecidas da vida toda, umas próximas outras menos, um dos meus animais também decidiu partir inesperadamente, e num desses funerais reecontro-me com o passado.

Novo convite, formas diferentes, outra experiência de vida, outra maturidade, outra forma de ver os outros e de me ver a mim, ok vamos em frente, vamos lá tentar mais uma vez tentar esta pertença que às vezes falha numa tribo cujos objectivos são comuns.

Sou Peixes, já vos disse. Portanto, danço na maionese de quando em vez e gosto muito de sonhos mirabulantes e de acreditar nas viagens ao país da manhã, como diria Herman Hess.

Caí na mesma ratoeira que eu própria construi ou melhor, onde voltei de livre e espontanea vontade por convite e sem ser sequer forçada. Pus-me a jeito como dizemos na giria. 

Bastaram 5 meses, nem uma gestação sequer. 5 pequenos e imberbes meses...

Ora bem, constatações: 

Sou opinativa! (então não é o que se espera de seres pensantes?)

Não é o seu opinativa, é mais a forma como opino. Ok admito! Sou excentrica, gosto de um bom contraditório. Para isso serve o cerebro não? Ou vamos todos dizer Sim, Não, Talvez, sem mais nada para não ferir susceptibilidades?

E assim continuamos....

Uma infinidade de atributos que vim a descobrir que tinha (mentira já sabia há muito, afinal tenho ascendente em Carneiro para alguma coisa é), e que de certa forma incomoda algumas pessoas mais sensíveis.

Entenda-se sensíveis quando se diz que não se concorda ou que se enganou, acontece.

E isto põe-nos num confronto interno brutal. 

Afinal eu sou o carro em contra-mão e não há maneira de acertar com a entrada correcta da auto-estrada!

Mas era fácil demais sair, bater com a porta, mandar tudo àquela parte e dizer alto e bom som: eu estou literalmente a mandar-vos para outra parte!



Este segundo retorno de Saturno foi ácido, está na fase final, mas acho que como velho manhoso que é me trouxe algum poder de reflexão, maturidade (pouca) - mas o pobre do Saturno esforçou-se coitado! - e alguma resiliência (está na moda a palavra) também.

E portanto, decidi não abandonar o barco só porque alguns marinheiros não gostam da forma como remo.

Vou assumir uma atitude "nude". Para quem me conhece, está garantido um espectáculo digno dum Oscar.

Eu em registo "nude"!

Pouco barulho, discreta, sem opinião, calada (misericórdia aos céus), boa ouvinte, sem levantar fleuma, num registo absolutamente low profile, se é que me entendem.

Vai resultar? Não sei. Não sei se resulta nem sei por quanto tempo.

Mas sei que vou tentar. 

A sério que vou. 

São aquelas oportunidades que pensamos e dizemos num acto de reflexão: "Mas afinal o que aprendeste até agora? Nunca viste as tuas sombras? Não as contaste? Não as identificaste? O que te falta aprender para deixares de andar em contra-mão?"

Talvez este seja o esforço que nunca quis fazer. Há sempre motivos. 

Os argumentos que usamos são gerais e usados por todas/os:

Porque sou assim e ponto final!

Porque se não gostam de mim como sou, vou embora!

Porque não me respeitam!


A lista é infinita, e justificada, sempre! Não nos faltam argumentos e válidos para desobedecermos ao que os outros esperam de nós. 

A pergunta de 1 milhão:


Onde começo eu ou onde começa a minha reactividade?

Quando "os outros" me querem mudar ou que tenha atitudes diferentes....é assim mesmo? Ou sou eu a ser reactiva e a bater o pé como uma mimada que não aceita, também pelo seu lado, um reparo ou uma constatação?







A solidão é viciante. Não haver ninguém para nos contrariar, não sermos constantemente avaliadas ou julgadas, não termos que agradar a ninguém.

Tudo se torna tão mais fácil! E tudo o que é fácil vicia e dá prazer. Esse também é um lado do ego que temos que rever.

Decid fazê-lo!

O "nude" não vem sozinho. Vem duma consciência de auto-análise, auto-conhecimento, auto-transformação.


As perguntas que me faço são:


Até onde vais aguentar?

Até onde te vais permitir?

Até onde seguras a tua reactividade?

Aqui está a grande provação! 

O limite é: Agimos por capricho ou estamos a torcer a nossa alma?

Estamos realmente a constatar "esta não sou eu"? Ou "afinal também sou eu, mas proactiva"?


Estas serão as provações e as constatações a fazer após a experiência! Tudo isto foi entregue ao domicilio pela tal coisa que se chama maturidade? Talvez. Sim, talvez. Chegamos a uma fase da vida a após tantas experiências, altos e baixos, abandonos e abraços, recuos e avanços, que tomamos a verdadeira consciência que temos de dar uma oportunidade  a  nós próprias e aos outros também.

O "nude" só pode funcionar se do outro lado houver respeito. E isso é inegociável. 

A sabedoria traz realmente algumas vantagens, e a sabedoria interna tem de ser a muleta que nos ajuda no processo.

Aceitei o desafio. Venha mais uma lição!

Depois escrevo um livro e tenho o assunto resolvido.





Cenas nos próximos capítulos estão prometidas.

Até dava jeito fazer disto um diário....não diário mesmo, mas um resumo mensal. Vou ver se não esqueço.

Até lá é para pensar mesmo: o que nos traz o "nude". Quantas guerras evitamos? E quanto pacificamos como observadoras?


Abraço-luz

@terapiasmulherholistica

https://mulherholistica.wixsite.com/terapias












domingo, 24 de agosto de 2025

OS LUTOS DA VIDA

 Olá


Demorei muito a voltar ao meu blog para partilhar qualquer informação ou experiência.

E, na verdade, tinham de acontecer vários lutos, e um deles que me tocou particularmente, para eu, em jeito de homenagem mas também de expiação, começar a escrever sobre a matéria.

Aprendi desde cedo a lidar com a morte fisica como lido com a vida: é preciso enfrentar, chorar, expiar, vencer.

Tive uma mãe implacável, que, por obrigação social, ia a todos os funerais de vizinhos, familia, amigos, e sendo eu uma criança bastante pequena, não me poupava. E quando alguém a interpelava chamando a atenção de estar num velório ou num funeral, uma criança, ela respondia de cima da sua sabedoria da escola da vida: "Ela tem de aprender. Tem de se preparar. A vida e a morte andam lado a lado. Uma faz parte da outra, assim ela perde o medo".

Não sei se isto é verdade. Mas sim, lido com a morte com relativa facilidade, nunca tive medo de ir a funerais, de ver mortos, de estar em cemitérios e de me conectar com o sofrimento do luto, meu ou dos outros.

E por isso, considero que o luto tem de ser vivido como vividas são outros emoções e outros momentos da vida.

Tudo tem de ser sentido, chorado, expiado demore o tempo que demorar.




Há muitas mortes na nossa vida e nem todas são o desencarne, ou seja a partida da alma do corpo.

Temos a morte dum casamento, a morte dum projecto, a morte dum negócio, a morte dum emprego, a morte de uma amizade.

Nós temos muitas mortes à nossa volta, da mesma forma que todos os dias temos células que morrem e outras nascem.

Este é o eterno ciclo da vida e da morte.

2025 foi particularmente marcante pela morte de figuras que, embora sendo publicas, para mim eram especialmente e profundamente queridas. Chocou, doeu, foi preciso interiorizar e continuar a caminhar, embora sempre com a sensação (e esta acho que no fundo é um das piores) fim de um ciclo.




Mas desta vez, a coisa foi mais perto e agora sim vou tocar num ponto às vezes melindroso e complicado de ser explicado sobretudo para quem não tem qualquer relação, e alguns nunca tiveram sequer, com um animal.

Esse amor incondicional que tanto se fala dos animais para connosco, e muito também de nós para com eles.

E sim, sei que para quem não foi educado nem nunca viveu lado a lado com um animal, tem muita dificuldade em compreender como se sofre tanto com a partida de um deles.

Da minha parte, tenho a lamentar duas coisas: a primeira é que ainda existam seres humanos capazes de viver sem animais. Muito me espanta. Nos dias que correrem ainda haver pessoas que argumentam tudo para não ter um animal de estimação.

A segunda, é que de tanta informação disponivel ainda haja quem considere que não se pode "amar" um animal. Apenas "gostar".

Para esses seres, recomendo que fiquem por aqui com a leitura deste artigo, e que continuem com as suas vidas preenchidas que devem ter  nada vezes coisa nenhuma.


A relação humano-animal tem vindo a ser cada vez mais estreita, conectada e avaliada.

Assumimos que amamos sem problema algum e muito menos sem dar qualquer importância a juizos de valor.

E por isso, eu assumo que amo incondicionalmente os meus animais, todos eles que ao longo destes 59 anos de vida passaram pela minha e passarão enquanto eu respirar e tiver capacidade cognitiva e física para lhes dar um lar.



A minha Chi, que na verdade estava registada como Chia partiu. Deixou-me a mim e aos outros companheiros de casa dia 16/08/2025. Data que ficará para sempre gravada na minha memória.

O luto também tem de ser feito e profundamente. Sem medo nem vergonha, "apenas" porque se trata de um cão. No caso uma cadela.

A Chi tinha uma alma e uma aura que determinava o ritmo desta casa.

Era a que estava atenta, astuta, sempre de atalaia, era os ouvidos de o sinal de alarme de todos os ruídos dentro e fora de casa, quer a outra companheira a Daisy quer os gatos, percebiam todos que algo se passava quando esta maestrina de orquestra se colocava de pé e dava o toque de reboliço.

Nos meus vídeos ficaram gravados para sempre os seus latidos insistientes sempre que algo lhe despertava a atenção.

Nas leituras de Mapas astrais que faço, e porque é tudo gravado em vídeos, todos receberam ou latidos ou o ressonar altissimo da Chi. A quem eu chamava o meu pequeno trator.

De repente, e sem aviso prévio ela partiu. De estar feliz dia 14 contente e comilona como sempre foi  um mau acordar dia 15 e um internamento de urgência e uma morte prematura sem se conseguir fazer muito, as 5h30 da manha de dia 16.

A surpresa da gravidade do quadro clínico deve ter sido dos choques mais atordoantes que recebi na vida, porque nada nem um sinal sequer levaria aquele quadro.





Mas nada acontece por acaso, e para eu fazer o meu luto, e não haver culpabilização da irresponsabilidade que me atribua de não ter reparado em nenhum sinal que me levasse a pensar numa ida ao veterinário mais cedo, pedi ajuda.

E para quem acreditar na comunição inter-racial pois garanto que foi a experiência mais avassaladora mas também mais gratificante que tive na minha vida mais recente.

Não vou partilhar aqui os detalhes dessa comunicação,mas posso informar que o trabalho da Dra Marta Guerreiro, veterinária e médium é digno de um Nobel.

E ainda, felizmente, não ficou com esse conhecimento só para ela, e portanto, tem discipulas, uma das quais se cruzou no meu caminho e me ajudou neste processo com a Chi.

Loucura?

Talvez! Mas de gênios e de loucos não temos todos um pouco?

Estou pacificada, a fazer o luto e a cicatrizar a dor, obviamente, isso só o mesmo TEMPO nos pode ajudar.

Mas as informações obtidas com este contacto e toda a informação dada foi duma riqueza que não tem preço.

Para todos os que estão a passar pelo deserto da dor da perda de um animal, ou porque esteja doente e há decisões que muitas vezes temos dificuldade em tomar, estes contactos e estas "conversas" são absolutamente fantásticas e aliviam-nos de sentimentos tóxicos.

Recomendo, e dou o contacto a quem o desejar.

A única coisa que partilho foi a última frase da Chi. " Vou descansar mas depois volto".


Espero que descanse mesmo, num céu/paraíso onde seja muito amada, acarinhada e bem tratada como foi durante 9 anos em minha casa.

Que tenha tudo o que sempre adorou, e que esteja na paz que merece, porque era e é um ser de luz. Sem dúvida.

Aliás acho que todos os animais o são.

E se, como deixou escrito Santo Agostinho, "A morte não é nada, eu somente passei para o outro lado do caminho"(...), espero que um dia os nossos caminhos se cruzem e eu a possa voltar a beijar e abraçar.

Até lá trato dos que ainda cá estão e enquanto houver vida e saúde, de muitos mais que adoptarei até ao último suspiro da minha vida.




Até sempre Chi serás amada para sempre. Porque nem a morte com todo o poder consegue cortar o amor.


Abraço-luz

E até à próxima inspiração para uma nova partilha


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segunda-feira, 26 de maio de 2025

QUANDO ACREDITAMOS QUE SÃO "OS OUTROS" A GOVERNAR A NOSSA VIDA, O CAMINHO DO ABISMO ESTÁ À NOSSA FRENTE!

 Olá


Inspirei-me hoje para escrever este artigo, de certa forma pelo resultado eleitoral de Portugal dia 18 de Maio.

Senti nos portugueses um pânico nos resultados, pelo facto dos números terem inclinado o país numa tendência de direita e extrema-direita.

Em termos de número sim, mas eu analiso muito para além da escolha, ou melhor, o que está implícito e expresso nestes resultados.

A saber:

Uma das formas dum povo se manifestar é no momento do voto, e após várias tentativas de demonstrar que não estavam a gostar das decisões de multiplos governos nos 50 anos que tem esta democracia, aparece alguém cheio de constatações, vontade de vencer e de mudar este país, que acho ninguém em seu juizo perfeito acredita, mas numa tentativa de retaliação face a tanta displicência ao longo dos anos, dá uma bofetada de luva branca mas com a força do aço e coloca em cheque todo um sistema dum país até então mais ou menos polarizado entre dois partidos




A hora de mostrar que afinal ninguém estava contente, foi dar voz a alguém (espero que não se iluda) que poderá fazer algo de diferente num país onde o stablishement era práticamente um convénio e um acordo tácito entre dirigentes de dois partidos politicos.

Bastava um olhar mais atento para perceber que tarde ou cedo a bofetada chegaria.

Agora, que está instalado a confusão/surpresa política, chega o pânico.

Sim, durante 4 anos, Portugal pode passar por situações de aperto e de muito mau gosto.

Algo me diz que nem vamos ter tempo. Ou melhor, os escandalos acompanhados de sismos na Comunidade Europeia e também porque não, sismos naturais porque a natureza também por sua vez está cansada de nos suportar, podem mudar tudo a qualquer momento.

E daqui a 4 anos, mais uma vez por desilusão de quem tudo promete mas nada faz, quem está em cima cai, e quem está em baixo sobe.

E nesta montanha-russa sem controlo está Portugal e o mundo, porque ninguem se convença que é só cá que corruptos, néscios, inaptos, incapazes, sem carácter, e completamente egoicos , governam. 

É como uma epidemia, está assim práticamente em todos os países do ocidente ao oriente.

O mundo precisa de baralhar as peças do puzzle para voltar a construir um novo mas onde todas as peças de encaixem e onde por fim, se possa ver a verdadeira big picture.



Há quem diga que o mundo-Terra é uma espécie de tudo de ensaio social. Ou seja, estamos todos, como marionetas num circo cujo dono desconhecemos e cujas mãos que manipulam os bonecos não são vistas. 

Pode ser verdade!

Há também quem defenda a tese que vivemos num simulacro. Tudo é uma encenação e os actores (nós todos) não nos apercebemos que estamos num palco. Provavelmente porque não vemos a plateia!!!

Tudo são hipoteses. Tudo são possibilidades. Também temos a agenda religiosa, que nos promete um salvador, um messias e um Deus que tudo fez e que tudo salvará, como se fossemos umas crianças sempre mal comportada mas onde a figura paterna (sempre paterna) nos perdoa tudo e por isso vai puxando as orelhas, mas sempre a remediar tudo e a salvarnos de todas as consequências.




Na verdade, o que todos procuramos é RESPONSABILIDADE ZERO, porque assim temos sempre a possibilidade de inventar mais uma teoria, ou mais um deus, santo ou messias e embalados por esses sonhos e megalomanias, nos ilibarmos de todas as consequências daquilo que causamos.

Os partidos politicos e os líderes dos partidos estão também de certa forma, revestido duma pele de messias em que o povo, como membro de um rebanho, quer um pastor para o guiar. 

Ainda não percebeu, com esta cegueira perpetuada no tempo, que qualquer líder religioso, politico, ou outro, nos guia sempre para o abismo, porque eles próprios também não conhecem outro destino.

Á parte negociatas, egos, conluios, interesses, e tudo aquilo que sabemos existir dentro dos governos e nos centros partidários, penso que Portugal voltará a virar a esquerda, depois á direita, ao centro e com sorte para os dois lados, (em desespero) até perceber que não é um partido ou uma ideologia política que governa um país. São humanos!

Cheios de defeitos e virtudes, de erros e acertos, de quedas e elevações, de avanços e recuos, como todos o ser humano.

Nunca esquecer, que também esses humanos -políticos - podem ter desafios emocionais graves, quadros mentais a necessitar de ajuda, personalidades mal formadas, estruturas deformadas, e um sem fim de problemas como qualquer outro ser vivo.



Continuamos a adiar o inevitável. Continuamos a empurrar com a barriga o óbvio, continuamos a tentar que venha algo ou alguém que nos salve do atoleiro em que nos metemos.

Até ao dia em que percebermos que somos nós os nossos próprios salvadores, correremos para as urnas eleitorais a tentar "aquela vingança" pela desilusão sofrida.

Ninguém muda por amor, mas pela dor todos mudamos.

Ela chegará, tarde ou cedo, como um ceifador, e será sem dó nem piedade. 

Não é um vaticinio, é mais uma estatística, (já pareço os políticos e as suas sondagens), porque a vida e a história assim o dizem.

Vou por aí!

Abraço-luz

Manuela Tavares

https://mulherholistica.wixsite.com/terapias

@terapiasmulherholistica